What You Need to Know About Room Airflow Management

O Que Precisa de Saber Sobre a Gestão do Fluxo de Ar na Sala

Por Adamines | 25 de novembro de 2021 | Categoria: Notícias de TI

A gestão do fluxo de ar ao nível da sala é muitas vezes o aspeto menos compreendido da gestão do fluxo de ar em centros de dados, apesar de ser o mais decisivo. Enquanto os três primeiros níveis da gestão do fluxo de ar (Piso Técnico, Rack e Fila) envolvem a implementação de soluções físicas, o nível da Sala tem sobretudo que ver com a otimização do arrefecimento através de ajustes aos comandos do sistema de arrefecimento.

Compreender a gestão do fluxo de ar ao nível da sala

A gestão do fluxo de ar ao nível da sala, melhor definida como otimização do arrefecimento, consiste em ajustar os comandos do sistema de arrefecimento. Quando é bem feita, este processo permite:

  • Melhorar a eficiência energética (reduzindo os custos operacionais)
  • Aumentar a capacidade de arrefecimento
  • Melhorar a fiabilidade do equipamento informático
  • Adiar investimento em capital

É importante notar que, sem otimização do arrefecimento, as soluções implementadas aos níveis do Piso Técnico, do Rack e da Fila não passam de despesa. Os benefícios financeiros e de capacidade só se concretizam com uma gestão adequada do fluxo de ar ao nível da sala.

Ajustar a capacidade de arrefecimento à carga informática

A gestão do fluxo de ar, por si só, não reduz os custos de energia do arrefecimento. O que faz é criar as condições que tornam possíveis alterações à infraestrutura de arrefecimento. Depois de implementar soluções de gestão do fluxo de ar nos três primeiros níveis, deverá ter um excesso de ar condicionado de insuflação nos corredores frios, o que resulta em temperaturas de admissão demasiado baixas no equipamento informático.

O passo seguinte é aproximar o mais possível o caudal de ar condicionado do caudal exigido pelo equipamento informático. Isso consegue-se através de:

  • Redução da velocidade das ventoinhas
  • Aumento dos valores de referência de temperatura das unidades de arrefecimento
  • Desligar completamente unidades de arrefecimento

Boas práticas de gestão do fluxo de ar ao nível da sala

  1. Reduza o mais possível a velocidade das ventoinhas das unidades com variadores de frequência (VFD), sem ultrapassar a temperatura máxima admissível do ar de admissão do equipamento informático.
  2. Aumente o mais possível os valores de referência de temperatura das unidades de arrefecimento, sem ultrapassar a temperatura máxima admissível do ar de admissão do equipamento informático.
  3. Alargue a banda de humidade relativa (Hr) admissível, para evitar que as unidades de arrefecimento "lutem" umas contra as outras.
  4. Desligue o arrefecimento excedentário se as unidades não tiverem VFD.

Nota: se as unidades de arrefecimento tiverem VFD, a poupança de energia é maior com 10 unidades a 50% da velocidade das ventoinhas do que com 5 unidades a 100%.

Tirar partido das soluções de monitorização

As soluções de monitorização são essenciais no processo de otimização do arrefecimento. Ajudam a:

  • Equilibrar a procura de energia (carga informática) com a oferta de arrefecimento (capacidade de arrefecimento)
  • Monitorizar as temperaturas de admissão do equipamento informático, para garantir que não ultrapassam os limites recomendados ou admissíveis
  • Proporcionar uma visão global do desempenho térmico do centro de dados

Algumas soluções de monitorização avançadas oferecem visualizações 3D, apresentando um gémeo digital do seu centro de dados e o respetivo desempenho térmico em tempo real.

Otimização com IA e aprendizagem automática

As tecnologias de IA e de aprendizagem automática estão a revelar-se valiosas na gestão do fluxo de ar e na otimização do arrefecimento. Podem ajudar a:

  • Visualizar as melhorias de gestão do fluxo de ar em todos os níveis
  • Analisar os dados recolhidos pelos sensores
  • Aconselhar nas decisões de otimização do arrefecimento

Algumas soluções combinam a monitorização com a otimização do arrefecimento sob a forma de um consultor virtual de arrefecimento, retirando parte da adivinhação ao processo.

Conclusão

A gestão do fluxo de ar ao nível da sala, ou otimização do arrefecimento, é um passo necessário para concretizar a poupança de energia resultante das melhorias de gestão do fluxo de ar feitas nos outros níveis. É um processo iterativo e contínuo, que ajusta a capacidade de arrefecimento à carga informática da sala de computadores.

Lembre-se: a eficiência não se compra; tem de ser gerida. Embora a otimização do arrefecimento seja muitas vezes um processo manual, recorrer a soluções de monitorização que dão visibilidade sobre energia, arrefecimento e desempenho térmico pode orientar as suas decisões de otimização e, nalguns casos, aconselhar passos concretos a dar.

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